quinta-feira, 7 de abril de 2016

Leituras de Março: visitei paris com Hemingway, conheci As Meninas da Lygia, e li coisas para a faculdade: Bobbio e Hesse

Em Março minhas leituras não renderam muito, desisti de começar um dos calhamaços que havia caído em um sorteio e o refiz, vindo então o livro "Paris é uma festa", que tenho há éons para ler e é um amor <3
Aí como a Tatiana Feltrin, do Canal Tiny Little Things colocou no insta que iria ler o livro As Meninas da Lygia Fagundes Telles, que eu tenho há uns dez anos na estante, comprei em um tipo de sebo que teve na escola que estudava na época e esperei, esperei, esperei.... E não me arrependo.
Depois em concentrei em dois livros que li para a faculdade, que foi Liberalismo e Democracia do Norberto Bobbio, e A Força Normativa da Constituição de Konrad Hesse.


Paris é uma festa

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Paris é Uma Festa é um livro de memórias (ou quase isso) de Hemingway, sobre Pais em seus gloriosos anos 20. É um livro curto, com passagens (ou contos) da vida do autor. Algumas são sobre o pouco dinheiro, outros sobre Gertrud Stein (espero que se escreva assim).
É um livro leve, divertido, o autor não parece tão pessimista quanto dizem.
É um livro franco, é claro, mas interessante, os pensamentos e reflexões de Hemingway, para mim, são encantadoras e creio que esse livro foi o que salvou meu mês de Março.
Tem uma partezinha reservada a  Fitzgerald (para quem não sabe autor de o Grande Gatsby) e agora entendo porque o único livro que li me pareceu irreal e maluco: o autor era exatamente como o personagem principal, ao menos é assim que Hemingway o descreve.
Achei o livro um charme e gostei muito. Super recomendo.



As Meninas

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Esse livro irá contar a história de três meninas, Lorena, Lia e Ana Clara, na época da ditadura, no ano de 1973.
O que eu posso dizer sobre esse livro é que é um livro mais de emoções e sentimentos do que de linearidade, é sobre o pensamento e sensações das três garotas, principalmente de Lorena (que foi quem me fez suportar o livro, sinceramente gente).
A narrativa não é nada linear e nenhuma dessas garotas são muito certas da cachola, Lorena é a típica burguesa, é estudante de direito, apaixonada por um amor impossível, pura e casta. Lia é da militância de esquerda, contra a ditadura, se diz feminista, mas tem uma cena descrita no livro, que diz ela em seu pensamento que foi "a pedido de" um certo personagem e aquilo me deixou chocada e bem revoltada porquê... A Lia foi um mero objeto, sim, ela a pedido de um macho de esquerda fez uma coisa totalmente objetificada, ela apenas serviu como objeto, justamente como nós não queremos ser. Nossa, sério, sei que pode ter acontecido, mas quem se submeteu a isso não estava militando conscientemente não, estava com a mente lavada e sendo usada para propósitos que não queriam mulheres livres (minha opinião, o choro é livre e eu também, odiei a cena e odiei esse fato e se isso é ser feminista de esquerda - ou era, na época - não me representou não!). E a Ana Clara, também chamada de Ana Turva, bem, ela é completamente maluca, vive nas farras e nas drogas, e a maior parte das suas cenas ela está delirando na cama junto com o namorado, amante, ou sei lá o que, que está tão chapado quanto ela, Ana é deprimente é a narrativa mais difícil do livro todo.
Assim, não que eu não tenha gostado do livro, mas ele me deixou de ressaca que ainda não terminei nenhum outro livro, não achei tão incrível e me encheu muito o saco.
Tem reflexões legais? Tem.
É legal por causa da ditadura? Talvez, porque pincela um pouco sobre o tema e só vem com a Lia que eu não gostei nem um pouco. Sério, achei ela iludida, chata, ela luta por um ideal (ponto positivo, gostei disso), mas certas coisas que faz por isso ainda se aproveitando da Lorena não gostei nadinha.
Valeu a leitura? Não sei, pela ressaca que deixou não sei responder, mas você pode conferir o vídeo da Tati, que adora o livro e ver se quer ler ou não.


Sobre Bobbio e Hesse são livros que li para a faculdade e me abstenho de fazer resenha, mas foram leituras acadêmicas interessantes, não tão fáceis, não tão difíceis (mais do que As Meninas).

É isso aí :)
Como foram suas leituras? Conte-me aí nos comentários!
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terça-feira, 15 de março de 2016

Finalizando o projeto de leitura: Guerra e Paz

O que dizer de Guerra e Paz?
Foram as 2536 páginas mais bem investidas na minha vida. Eu sei, o número de páginas assusta, mas no fundo, no fundo não são tão assustadoras e pesadas assim, porque Tolstoi é tão encantador e ao mesmo tempo tão realista e profundo que nos engaja em suas palavras, em sua história, em suas cenas de uma maneira brilhante que te faz ter um ritmo de leitura rápido e leve.
Guerra e Paz faz um retrato da Rússia durante as Guerras Napoleônicas, de 1805 a 1812, tendo o epílogo alguns anos depois em 1820 (se não me engano), Ele retrata as diversas faces da Rússia em seus personagens, que são diferentes entre si em ideais, crenças e paixões. Temos personagens extremamente crentes em Deus, temos personagens ateus, temos personagens que admiram Napoleão, temos personagens que o odeiam, mas todos são fiéis ao Imperador.
Os personagens no geral são bem desenvolvidos, tendo mudanças psicológicas significativas do começo do romance até o final dele, sendo que principalmente Pierre e Andrei terão essas mudanças, o que é muito legal de acompanhar porque torna os pensamentos e as ações desses personagens dentro daquele contexto muito mais interessantes.
O livro traz cenas cotidianas, típicas da cultura russa, como também cenas de bailes, cenas de guerra, cenas tristes que são retratadas de um modo que você só percebe o que está lendo depois que ou já está em lágrimas, ou rindo.
Temos romance, complicações amorosas, tentativa de "sequestro", drama, mas essa é apenas uma pequena parte da história, ela não se foca apenas entre Natacha e seus amores. Guerra e Paz é muito além disso, apesar de que eu tenho a impressão que Tolstoi colocou essas questões para falar sobre a moral que ele acreditava e também sobre a instabilidade da personagem, que por vezes você ama, por vezes você odeia.
A questão é que apesar de termos personagens fortes, verossímeis e que você se interessa pelo seu destino, como Sônia, Natacha, Andrei, Pierre, Mária, Nikolai Rostov, e os demais personagens que nos são apresentados, a verdade é que eles só fazem parte do livro, não são o livro. Eles são parte do cenário, mantém o interesse, trazem lições inesquecíveis em suas ações, dramas e pensamentos, mas os comentários do autor, o modo que os insere é que transforma Guerra e Paz em um daqueles clássicos russos que você precisa ler antes de morrer.
Ao menos nessa tradução do Rubens Figueredo a linguagem não é complicada o que torna a leitura fluida.
Tolstoi nos guia em avalanches de emoções, em cenas tensas e rápidas, em cenas mais densas e demoradas, em um ritmo que é constante, gostoso e maravilhoso.
Cada página vale a pena, cada momento da leitura é único.
Adorei a experiência de ter lido Guerra e Paz, das reflexões de Tolstoi e claro dos personagens apresentados e de seu destino que também nos é contado.,


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Beijinhos ;*
B.

P.S: Para quem não sabe a leitura desse livro foi realizada porque está rolando o Projeto Lendo Guerra e Paz, no canal Tiny Little Things, da Tatiana Feltrin. A leitura ainda está em andamento e você pode conferir os vídeos da Tati comentando a leitura aqui. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Leituras de Fevereiro com Bukowski, Dumas Filho, Tolstói, Cortella e Barros Filho...

Ética e Vergonha na Cara



Esse livro é dos autores Mário Sérgio Cortella e Clóvis Baros Filho. Ele é narrado como se fosse uma conversa entre ambos sobre as questões de ética no cenário Brasileiro e várias ideias e questionamentos sobre o tema.
Ambos os autores são filósofos, e particularmente, eu prefiro o jeito do Cortella, acho o Clóvis um pouco  exagerado, não tanto na escrita, mas em suas palestras e apresentações, já o Cortella é mais "vamos focar na filosofia" e não na "lição de moral". E na real, ele acaba, ao menos nesse livro, trazendo passagens que mais fazem refletir, sem agressividade ou ironia, mas honestidade e sempre apelando para filósofos como Sartre e Platão, que eu prefiro aos que o Clóvis acaba citando. 
O livro é uma reflexão sobre porque a ética tem a ver com a vergonha na cara, e porque no Brasil temos tanta dificuldades em sermos éticos. É uma crítica a sociedade e aos padrões socialmente impostos. Traz pontos como o sistema de ensino não nos ensinar, em focar no resultado e não no aprendizado e como isso faz com que os alunos sejam corruptos com eles mesmos e acabem colando, e também dá uma pincelada na ideia que ficamos tentando apontar dedos para os políticos, que apenas eles são corruptos, mas esquecemos que dar um "jeitinho" nas coisas também é corrupção. 
É um livro pequeno, a linguagem é fácil, traz muitas reflexões e eu gostei bastante do formato que ele foi escrito e das ideias nele contidas. 
Recomendo, até para aqueles que não curtem muito a linguagem dos filósofos padrão, mas querem estudar um pouco mais sobre ideias e reflexões sobre a ética. A linguagem do livro é acessível e acredito que todos podem compreender o que está sendo dito, formando assim, sua própria opinião sobre o assunto. 




Mulheres


Mulheres é um livro do Bukowski e do seu alter ego, Henry (Hank) Chinaski. 
O primeiro livro que eu li que tem esse personagem é o Cartas na Rua, porém, ao que parece, a primeira aparição dele é no livro Misto Quente, que ainda não li. 
Então, no livro Mulheres o personagem é um escritor, que não tem muito dinheiro, mas possuiu o suficiente para sobreviver, e vive não da venda de livros em si, mas principalmente de leituras de seus poemas e contos. 
Para quem não sabe leitura dos livros e conversa com autores é algo bem comum em países estrangeiros, aqui no Brasil que não tem muito disso, que é mais palestra e conversa, sem leitura do livro no meio. Aliás, sobre as leituras é bem legal, porque tem vários autores que leem super bem e fica muito divertido ouvir eles declamando ou contando seus contos, exemplos disso são o Stephen King e o Neil Gaiman (deem uma procurada no youtube, não vão se arrepender ;D). 
Voltando a resenha, então, temos esse personagem, que é o Chinaski, escritor, com alguns livros publicados, alguns fãs, que bebe pra caramba e tem um péssimo hábito de se relacionar com várias mulheres, ou com mulheres que não batem muito bem das ideias. 
Esse livro tem palavrão, muito sexo. E como é narrado do ponto de vista do Chinaski, tem alguns pontos em que é muito machista e que beira a ser nojento, mas ao mesmo tempo é engraçado e me peguei dando risadas de muitas coisas que na verdade não tinham graça. 
Entre Cartas na Rua e Mulheres, prefiro Cartas na Rua. Não sei se porque Mulheres realmente tem muita pornografia (cenas de sexo cruas mesmo, não espere nada a la 50 Shades of Gray), muita bebedeira e muitas mulheres, ou se porque Cartas na Rua tem muito da época que Chinaski trabalhou nos correios e eu me prendia muito a essas cenas, e já em Mulheres não tem mais isso, só as leituras e uma ou outra observação interessante sobre o processo de escrita do personagem. 
Em fim, é um livro engraçado. Mas não recomendo se você não tiver pelo menos uns 15/16 anos, porque é um livro pesado, e tem algumas coisas que podem traumatizar por serem meio nojentas e "WTF?". 
O livro é bobo, porque não traz grandes coisas, mas é divertido. 
Pode ficar um pouco chato por ser repetitivo e começar a focar em sexo ou bebida ou em corridas de cavalo? Sim, mas continua com um tom engraçado e ao mesmo tempo amargo que é uma característica do Bukowski, e provavelmente quem já leu algo dele já sabe.



O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio


Fui enganada por esse título. Para me justificar, eu comecei a ler os livros do Bukowski pela edição única que é a que tenho, sem maiores informações de quem era o escritor. Eu sabia que ele tinha frases interessantes, que tinha boca suja e que que era chamado de "Velho Safado", mas não sabia bem os temas que ele tratava ou qualquer outra coisa sobre seus livros. E esse, que é o último na ordem da minha edição, não fala que é um livro de memórias, e na minha cabeça era qualquer coisa menos isso. 
Quando comecei a ler que percebi que era um livro de memórias, e que não era um livro sobre bebidas e sexo, mas era algo mais profundo que isso. 
O livro são partes de um diário que o Bukowski fez nos últimos anos de sua vida, tem um tom melancólico, triste, mas ao mesmo tempo algumas coisas que ele escreve são tão bonitas que eu fiquei bem mais presa a esse livro do que Mulheres. 
Ele comenta bastante sobre o processo criativo, sobre seu computador e como gosta desta facilidade. Também temos explicações e cenas cotidianas no  Jóquei Clube, das corridas de cavalos e eventuais conversas e encontros que ele tem por lá. 
Aqui são os pensamentos e parte pequena da vida de Bukowski, que ele nos mostra. 
Suas reflexões são muito legais e eu me identifiquei com muitas delas. 
Então, apesar desse título que eu considerei um pouco bobo (talvez não tenha entendido muito bem), não se engane, esse é um livro mais profundo, melancólico e de memórias. Na verdade é mais de diário, que também pode ser memórias, mas deu para entender, certo?
Recomendo muito, mais do que Mulheres. 
Porém comece a ler Bukowski por outro livros, para você tentar entender mais ou menos o que ele pensa ou como ele é e depois leia esse livro que você vai perceber muito mais dele em sua escrita, sobre sua personalidade e sobre sua vida em si. 


A Arte de Escrever

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É um compilado de cinco textos que tem como foco a escrita e a linguagem, escritor por Arthur Schopenhauer, filósofo alemão que me irritou pra caramba durante a leitura desse livro. 
A garota que comprou esse livro há algum tempo atras (alguns anos, é verdade), olhou para o nome, olhou para o tema e pensou: Olha, um filosofo escrevendo sobre a arte de escrever, deve ser o máximo. E esse cara, ele inspirou o Nietzsche, não é mesmo? Ele deve ser o máximo. 
Meu Deus, como eu estava enganada. 
Não que ele seja ruim, não é isso, o jeito que ele escreve não é ruim, é até interessante. Só que o conteúdo que ele escreve parece um adolescente de 16 anos rejeitado pelos amiguinhos, escrevendo algo apenas para repudiá-los e reafirmar para si mesmo sua superioridade, que na real não existe porque são tudo farinha do mesmo saco. 
Schopenhauer, reclama da não profundidade e prolixidade de certos escritos de outros autores, sendo que ele é prolixo em muitos pontos, fala, fala, fala para dizer "eu sou o melhor de todos, só eu sei escrever, sou dono da verdade" e se contradiz em vários pontos. 
Ele crítica jeitos de escrever, que ele mesmo usa. 
Ele xinga tanto outros filósofos (ok, ele só fala mal, ou diz que são "enganadores") que você fica com mais vontade de ir ver quem eles são e confirmar por si só se ele está certo ou só falando coisas idiotas para se achar, que você desfoca no objetivo dele. 
Eu li rápido o livro, mas me irritei muito com o autor. 
As dicas de escrita não são tão legais. Tem alguns textos bons ali no meio dos enormes e que ocupam  a maior parte do livro de reclamação, e alguns pontos a serem considerados. 
O livro não é de todo ruim e descartável, mas Schopenhauer foi a prova viva de como filósofos e escritores costumam ser arrogantes e desprezar os outros por puro ego, porque enquanto acham que estão abafando, na verdade estão sendo iguais ou piores aqueles que estão criticando. 
Se você está procurando um livro bom que te ajude a ter vontade de escrever e de escrever, recomendo que você leia o Sobre a Escrita, do Stephen King, que é um livro de memórias maravilhoso e incrível e que ele dá dicas valiosíssimas sobre a escrita. E também um livro fininho de capa verde chamado Como Encontrar Seu Estilo de Escrever, do autor Francisco Castro, que é um livro que traz dicas e exercícios legais, não é maçante e foca mesmo na escrita e no estilo (tem outros sobre escrever parecidos com esses, acho que é uma coleção, mas eu só li esse então só posso recomendar esse, e super recomendo). Só não leia a Arte de Escrever, porque ele não é tão interessante, é mais sobre a escrita e o que o Schopenhauer acha que é e o que deve ser feito, do que dicas de escrita. 

Guerra e Paz.



Então, essas foram minhas leituras finalizadas em Fevereiro, quais foram as suas?
Deixem nos comentários links dos blogs, dos vídeos, vamos conversar ;) 
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A Dama Das Camélias

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A Dama das Camélias é um livro escrito por Alexandre Dumas Filho em meados do século XIX, passa-se em Paris e irá nos contar a história de Marguerite Gautier, a jovem cortesã mais cobiçada de toda a Paris e de Armand Duval, um rapaz, que acaba de se formar em Direito e está aproveitando a vida fácil das grandes capitais e que de repente se vê apaixonado por Marguerite.
O livro na verdade começa com um narrador, do qual não sabemos exatamente quem é, apenas que tem dinheiro, vendo um anuncio de um leilão em um apartamento. Como é um admirador de arte e ficou curioso, esse personagem vai até o leilão, onde descobre que quem faleceu é Marguerite Gautier, e também adquire um livro com a assinatura de Armand Duval.
Alguns dias depois Armand Duval aparece em sua casa, oferecendo-se para comprar o livro, aparenta estar abatido e doente, e com pena o jovem dá o livro para Armand e em troca apenas pede sua amizade e também com curiosidade para saber o que aconteceu.
Alguns acontecimentos importantes ocorrem nesse meio tempo e obviamente não posso contar porque seria spoiler, mas então depois de alguns capítulos Armand começa a contar como conheceu Marguerite e toda a sua história de amor.
É a terceira vez que estou lendo o livro (ele faz parte da minha TBR do projeto Fevereiro Rereads) e sempre tenho as mesmas sensações de ansiedade, sofrimento e paixão que ambos os personagens possuem.
A Dama das Camélias é uma história de amor, mas também tem uma dura realidade das cortesãs e da burguesia. Várias vezes durante o livro são trazidas reflexões frias e calculistas de como as cortesãs precisam organizar sua vida com o dinheiro, e de como tudo ao redor dela é sobre dinheiro e superficialidade.
Também é interessante que várias vezes referem-se que o amor de uma cortesã acontece, mas sempre está fadado ao fracasso.
Uma das coisas que sempre me chama atenção é de como Marguerite conseguia gastar 100 mil francos por anos e sempre estar em dívida, em como invés de economizar em algum ano para pagar as dívidas e ter uma vida luxuosa, mas controlada, pensando em um futuro, ela continuava a gastar desenfreadamente a custa de amantes e que mesmo assim ela ainda sempre devia.
Lá no fim tenho muita raiva de certas coisas que Armand faz, mas entendo o lado dele, entendo sua dor e sua vontade de machucar. Só achei um absurdo um caso que acontece com 500 francos que se você ler talvez concorde comigo que é um absurdo tão triste e revoltante que chega a ser engraçado.
Eu adoro esse livro, recomendo muito, sua linguagem não é difícil e também não é um livro muito grande,  a edição que li tem 270 páginas, porém a letra e o espaçamento são grandes e a leitura flui rápido.
Dei quatro estrelas no skoob e recomendo esse livro para você que gosta de Paris, do Século XIX,  da vida de burgueses, de cortesãs e dos relacionamentos complicados com luxo e fortuna.

Beijinhos ;*

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Maratona Skindô Skindô 2016

Olá, tudo bem?

Para quem me segue no instagram sabe que eu participei de uma maratona literária de Carnaval, proposta pela Tatiana Feltrin, do Tiny Little Things, para quem quer saber mais sobre o vídeo proposto só clicar aqui.
Então a Tatiana organizou que a maratona começaria ao meio dia da sexta-feira, dia 05, e iria até meio dia da quarta-feira de cinzas, dia 10.

Minha TBR para a maratona foi:

HQs:
Mulher Maravilha - O espírito da Verdade
Star Wars - O esquadrão perdido

Livros:
Guerra e paz
Mulheres
O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio
Graça Infinita
Ética e Vergonha na Cara
Eu comecei minha maratona na madrugada do dia 06/02 e consegui ler os dois quadrinhos que havia me proposto e terminei de ler o livro Ética e Vergonha na Cara.

No dia 07 não marquei minhas leituras, porém dei prosseguimento ao segundo volume de Guerra e Paz e comecei o livro Mulheres.

No dia 08 terminei a leitura de Mulheres e comecei o Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio, quase terminei também, porém estava muito cansada e deixei a leitura para o outro dia.

Dia 09, como era feriado, consegui terminar O Capitão saiu para o Almoço (...), dei prosseguimento ao segundo volume de Guerra e Paz, chegando até a página 1470.

Dia 10, último dia de maratona, li até a página 32 do livro Graça Infinita, cheguei a página 1520 de Guerra e Paz e comecei o livro a Arte de Escrever, lendo até a página 32.


E bem, consegui terminar de ler um livro, li dois livros durante a maratona (apesar de ser um 3 em 1) e duas HQ. Também comecei Graça Infinita que era o que eu tinha me proposto e até coloquei um livro a mais que não estava na minha TBR.

Participei ano passado da Maratona Literária do Geek Freak, e agora dessa mini-maratona e adorei a experiência. Foi a primeira vez que coloquei uma meta e consegui cumpri-la o que me deixou muito satisfeita.

E vocês, também participaram?
Alguma maratona programada? Diz aí que eu topo participar de mais!

Beijinhos ;*

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